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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

59 Planos de Saúde estão em situação de risco, avalia ANS

ANS vê risco em 59 outros planos de saúde

Agência acompanha as contas do grupo, que inclui três operadoras de grande porte; situação é reversível, mas indica ameaça à continuidade do atendimento, segundo legislação.


Além da Unimed Paulistana , que terá de se desfazer da sua carteira de clientes até o início de outubro, outras 3 das 83 operadoras de grande porte (com mais de 100 mil beneficiários) existentes no Brasil podem deixar os clientes na mão, segundo a legislação de planos de saúde. Essa caracterização é questionada por integrantes do setor.
As dificuldades atingem a Unimed de Manaus, a Unimed de Belém e a Sobam, que opera no interior paulista, segundo levantamento dos dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Juntas, elas somam 597,8 mil, ou cerca de 1% do total de clientes de planos de saúde médico-hospitalares do País.
As três fazem parte de um grupo de 59 operadoras – das 1.187 ativas e com clientes – que apresentam "anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves que colocam em risco a continuidade do atendimento à saúde", como diz a legislação. Por isso, todas estão submetidas ao regime de direção fiscal, situação em que a ANS coloca técnicos para acompanhar as contas das empresas.
As anormalidades podem ser de diversos tipos, como ausência de garantias nos níveis exigidos pela lei, desequilíbrios estruturais entre ativos e passivos de curto prazo e calotes repetidos em fornecedores, por exemplo.
O acompanhamento é revogado caso a operadora resolva os problemas, o que – no entender da ANS – acontece em boa parte dos casos. Nove operadoras de grande porte foram submetidas à direção técnica desde 2003 e saíram do regime de exceção sem maiores complicações.
 
Caso os problemas não sejam sanados, a agência pode obrigar a operadora a se desfazer de seus clientes, como aconteceu com a Unimed Paulistana na quarta-feira (2). Após a determinação, os clientes da empresa – que já vinham reclamando de problemas do atendimento – tiveram consultas e exames cancelados,  A prática é ilegal e deve ser denunciada.
"Risco não existe", diz operadora
Diretora financeira da Unimed de Belém, Leila Haber Feijó nega que os clientes corram risco. A operadora, afirma, tem tido resultados positivos desde 2014 e honrado todos os compromissos. Além disso, receberá um aporte de R$ 35 milhões, obtido por meio de uma vaquinha junto aos cooperados, para atingir as exigências financeiras das ANS.
"Isso [risco de não atender os consumidores] não existe. Não se vislumbra no curto espaço de tempo", afirma a diretora, argumentando que um dos problemas encontrados pela ANS foi a margem de solvência da operadora. "A Unimed de Belém consegue pagar em dia todos os seus fornecedores e prestadores de serviço."
O índice de queixas contra a operadora – que no caso da Unimed Paulistana disparou desde que começaram os regimes de direção fiscal, em 2009 – subiu ligeiramente desde que o regime especial foi decretado, em maio de 2014, e a ANS não determinou a suspensão de venda de planos, como ocorre normalmente quando há problemas de atendimento. Sobam e Unimed de Manaus também não foram alvo da restrição.
"Em linhas gerais, a direção fiscal está atrelada a problemas econômico-financeiros e a suspensão de comercialização, a problemas no atendimento. Não necessariamente as duas situações ocorrem simultaneamente", informa a agência, em nota.
Dizer que os clientes de uma operadora sob direção fiscal correm risco de ficar sem atendimento, muitas vezes, é inadequado, avalia Daniel Rodrigues Faria, advogado de planos de saúde e membro Comitê Executivo do Distrito Federal no âmbito do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde criado pelo Conselho Nacional de Justiça.
"Nem sempre as hipóteses de instauração do regime de direção fiscal colocam efetivamente em risco a continuidade do atendimento à saúde", afirma o advogado. "Mais importante, a referida informação gera incerteza no mercado, seja no âmbito da rede credenciada, seja no quadro de usuários, levando a uma piora no quadro da operadora, situação que deve ser sempre evitada pelo agente regulador [ANS]."
Faria reconhece, entretanto, que muitas vezes a decretação de direção técnica chega quando a situação já é muito grave.
"Muitas vezes, quando da instituição do regime, já se tornou complicada a recuperação, especialmente quando analisamos o próprio mercado, cujo risco é alto e o retorno financeiro, quando existe, cada vez menor, bastando verificar os números da própria ANS", afirma o advogado. "O setor de saúde, seja público (SUS) ou privado, necessita de uma mudança, pois o modelo atualmente utilizado se encontra ultrapassado."
Os representantes da Sobam e da Unimed de Manaus não comentaram.
Para saber se sua operadora está em regime de direção fiscal, o consumidor deve acessar o site www.ans.gov.br/legislacao/busca-de-legislacao. Em "tipo de norma", o consumidor deve escolher "RO" e, na busca, colocar o nome da empresa. Caso haja regime de direção fiscal, haverá uma resolução operacional – não revogada – que determina a sua instauração.

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O fim da Unimed Paulistana, Veja quais são os seus direitos

A empresa foi proibida de vender planos de saúde e produtos por conta dos problemas financeiros


No dia 02 de Setembro de 2015, a ANS ( Agencia Nacional de Saúde Suplementar) anunciou a proibição da comercialização dos planos de saúde da Unimed Paulistana

O motivo da proibição e que a operadora não conseguiu resolver os problemas financeiros que se arrastam desde 2009, o que poderia comprometer o atendimento dos usuários do plano de saúde segundo a ANS.

Muitos dos consumidores/usuários, foram pegos de surpresa com a decisão. Porém a Unimed Paulistana e a Fundação Procon-SP, assinaram na sexta feira, dia 04/04/15, um termo de compromisso para informar os clientes sobre quais atitudes serão tomadas. 

O que ficou decidido:

Transferência da carteira
Unimed Paulistana terá 30 dias para negociar a carteira de clientes com outras empresas que tenham capacidade de assumir os contratos e manter o atendimento aos consumidores nas condições que foram estabelecidas com a Unimed Paulistana e não poderá comercializar novos planos.

A transferência pode ser prorrogada por mais 15 dias, caso haja determinação da ANS. Se não ocorrer a comercialização da carteira nesse prazo, a agencia poderá fazer uma oferta publica para que operadoras interessadas ofereçam propostas de novos contratos aos beneficiários da Unimed Paulistana.

Até que seja concluído o processo de transferência da carteira, a operadora é responsável pelo atendimento dos consumidores e não poderá cancelar exames ou consultas já agendadas, como também não poderá recusar o agendamento de qualquer procedimento, consultas, exames, internações, cirurgias entre outros.

Direitos e deveres do consumidor
Os clientes devem continuar recebendo atendimento normalmente de acordo com a cobertura do plano contratado junto a operadora, a rede credenciada prevista em contrato deve ser mantida, e não deve existir cobranças adicionais, alem da fatura mensal. (se seu plano for co-participativo, as cobranças adicionais vão continuar existindo). Alem disso quando a transferência da carteira for concluída, você deve receber atendimento da nova empresa, sem exigência de novas condições, taxa de adesão ou carências já cumpridas. 

Unimed Paulistana se comprometeu a liberar um canal de atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, para esclarecimento de duvidas, informações e registro de reclamações.

Importante
È muito importante que o consumidor não deixe de pagar a mensalidade, para que seja garantido o atendimento e a transferência de contrato. Durante o período de comercialização da carteira, os valores dos pagamentos efetuados serão direcionados para uma conta publica administrada pela ANS.

Caso você receba oferta de outra operadora ou administradora, deverá guardar todos os documentos que mostrem a oferta, e analise bem a viabilidade de assinar um novo contrato durante esse período.

Se você tiver duvidas, procure a ANS ou um órgão de defesa do consumidor antes de contratar o novo plano. Não tenho duvidas que muitos vão tentar se aproveitar da situação, por isso, cuidado redobrado.

Em caso de Problemas
ANS - 0800 701 9656 ou www.ans.gov.br


Em São Paulo: Av. Bela Cintra, n 986 - 9 andar - Jardim Paulista - São Paulo/SP.