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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Pensando em cancelar seu plano de saúde para enfrentar a crise? Veja

As finanças estão apertadas?


Em tempos de crise, a dificuldade financeira é consequência prevista e, promover cortes no orçamento pessoal e familiar é fundamental, mas alguns itens são importantes e, retirá-los, pode gerar mais risco do que mantê-los, por isso tem que avaliar bem o que deve ser feito. 
Uma pesquisa apresentada recentemente pela PROTESTE confirma que em função da crise, os consumidores estão com maior dificuldade para pagar suas contas básicas e também relacionaram os cortes adotados para alcançarem a redução nos gastos mensais, tais como: nas despesas supérfluas, em atividades de lazer e cultura e até no corte dos planos de saúde. 
Diante da redução no poder de compra dos salários, com os aumentos nos preços, provocados pela inflação, à redução no consumo já é fato, mas existem itens no orçamento que se forem cortados tendem a impactar para um aumento do risco. 
Considerando que há algumas décadas, mesmo sendo “a saúde é um direito de todos e dever do Estado, com garantia ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde”, conforme artigo 196 da Constituição Federal, de 1988, o acesso aos serviços de saúde pública não contempla a todos e, a contratação de um seguro ou plano de saúde surgiu como um serviço para garantir o acesso (e rápido) ao atendimento médico-hospitalar, àqueles que podem arcar. Segundo o IBGE, quase 30% dos brasileiros têm planos de saúde. 
Se o corte no plano de saúde está sendo adotado como medida de contenção de gastos e, a saúde pública continua sem garantir o acesso a todos, no caso de haver uma intercorrência de doença, ou ficará sem assistência, ou terá que pagar pelas despesas médicas; o que exigiria contar com recursos financeiros reservados, mas não é o que a pesquisa aponta, pois, 46,9% dos entrevistados informaram que não conseguiram poupar nos últimos 12 meses.
 Outros itens que o consumidor apontou como impossíveis no momento são: tirar férias, para não fazerem gastos extras e, frequentarem bares e restaurantes, ambos ligados ao lazer e cultura. São cortes necessários para o controle dos gastos, mas também são itens importantes para promoção da saúde mental, pois revigoram, socializam, promovem a interação e combatem o estresse.
 Uma estratégia que está sendo adotada pelas famílias é o endividamento através do cartão de crédito e do cheque especial para enfrentarem a crise, a custos muito elevados, aumentando o risco de inadimplência.
 A melhor estratégia para o enfrentamento da crise é rever o orçamento, promovendo cortes nas despesas supérfluas, agindo para reduzir as despesas essenciais, buscar fontes de renda complementares para cobrirem o aumento nas despesas e evitar o endividamento.
 Antes de cortarmos despesas, devemos considerar as oportunidades e também a importância dos itens na saúde individual, familiar e coletiva.
Uma das alternativas e orçar com operadoras que ofereçam planos de saúde com custo menor, talvez a rede credenciada seja reduzida, mas a cobertura exigida por lei e a garantia de atendimento, permanecem.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O FIM DA UNIMED PAULISTANA, VEJA QUAIS SÃO OS SEUS DIREITOS

O fim da Unimed Paulistana, Veja quais são os seus direitos

A empresa foi proibida de vender planos de saúde e produtos por conta dos problemas financeiros


No dia 02 de Setembro de 2015, a ANS ( Agencia Nacional de Saúde Suplementar) anunciou a proibição da comercialização dos planos de saúde da Unimed Paulistana

O motivo da proibição e que a operadora não conseguiu resolver os problemas financeiros que se arrastam desde 2009, o que poderia comprometer o atendimento dos usuários do plano de saúde segundo a ANS.

Muitos dos consumidores/usuários, foram pegos de surpresa com a decisão. Porém a Unimed Paulistana e a Fundação Procon-SP, assinaram na sexta feira, dia 04/04/15, um termo de compromisso para informar os clientes sobre quais atitudes serão tomadas. 

O que ficou decidido:

Transferência da carteira
Unimed Paulistana terá 30 dias para negociar a carteira de clientes com outras empresas que tenham capacidade de assumir os contratos e manter o atendimento aos consumidores nas condições que foram estabelecidas com a Unimed Paulistana e não poderá comercializar novos planos.

A transferência pode ser prorrogada por mais 15 dias, caso haja determinação da ANS. Se não ocorrer a comercialização da carteira nesse prazo, a agencia poderá fazer uma oferta publica para que operadoras interessadas ofereçam propostas de novos contratos aos beneficiários da Unimed Paulistana.

Até que seja concluído o processo de transferência da carteira, a operadora é responsável pelo atendimento dos consumidores e não poderá cancelar exames ou consultas já agendadas, como também não poderá recusar o agendamento de qualquer procedimento, consultas, exames, internações, cirurgias entre outros.

Direitos e deveres do consumidor
Os clientes devem continuar recebendo atendimento normalmente de acordo com a cobertura do plano contratado junto a operadora, a rede credenciada prevista em contrato deve ser mantida, e não deve existir cobranças adicionais, alem da fatura mensal. (se seu plano for co-participativo, as cobranças adicionais vão continuar existindo). Alem disso quando a transferência da carteira for concluída, você deve receber atendimento da nova empresa, sem exigência de novas condições, taxa de adesão ou carências já cumpridas. 

Unimed Paulistana se comprometeu a liberar um canal de atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, para esclarecimento de duvidas, informações e registro de reclamações.

Importante
È muito importante que o consumidor não deixe de pagar a mensalidade, para que seja garantido o atendimento e a transferência de contrato. Durante o período de comercialização da carteira, os valores dos pagamentos efetuados serão direcionados para uma conta publica administrada pela ANS.

Caso você receba oferta de outra operadora ou administradora, deverá guardar todos os documentos que mostrem a oferta, e analise bem a viabilidade de assinar um novo contrato durante esse período.

Se você tiver duvidas, procure a ANS ou um órgão de defesa do consumidor antes de contratar o novo plano. Não tenho duvidas que muitos vão tentar se aproveitar da situação, por isso, cuidado redobrado.

Em caso de Problemas
ANS - 0800 701 9656 ou www.ans.gov.br


Em São Paulo: Av. Bela Cintra, n 986 - 9 andar - Jardim Paulista - São Paulo/SP.